Polícia faz buscas após receber informações de que homem jogou corpo de mulher desaparecida em fornalha de cerâmica

  • 04/04/2025
(Foto: Reprodução)
Míria Mendes Sousa Lima está desaparecida desde agosto de 2023 e seu ex-companheiro foi preso em março deste ano suspeito de feminicídio e ocultação de cadáver. Investigação tenta apurar versões contraditórias dadas pelo suspeito sobre o desaparecimento da vítima. Fornalhas da cerâmica de propriedade do suspeito foram periciadas nesta sexta-feira (4) Divulgação/PCTO Uma cerâmica foi periciada pela Polícia Civil nesta sexta-feira (4) em Guaraí, na região centro-norte do estado. A ação faz parte da investigação sobre o desaparecimento de Míria Mendes Sousa Lima. O local pertence ao homem suspeito de matar e ocultar o corpo da vítima, que era sua ex-companheira. A mulher desapareceu em agosto de 2023. O suspeito foi preso em março deste ano durante a Operação Déjà-vu. Segundo o delegado Antonione Vandré de Araújo, informações apontam que o corpo da vítima pode ter sido incinerado nas fornalhas do local. “A Polícia Civil já recebeu informações fidedignas de que o corpo de Míria teria sido jogado pelo suspeito na fornalha da cerâmica. No entanto, até o momento, todos os informantes, que relataram essa possibilidade, se recusaram a formalizar suas declarações ou a informar suas respectivas identidades, relatando intenso temor em relação à periculosidade do investigado”, disse o delegado. 📱 Participe do canal do g1 TO no WhatsApp e receba as notícias no celular. Na época do desaparecimento Míria tinha 19 anos. O investigado, de 52 anos, é ex-companheiro dela. Ele foi preso preventivamente por suspeita de feminicídio e ocultação de cadáver em março deste ano. Ele não teve o nome divulgado, por isso, o g1 não teve acesso à sua defesa. De acordo com o delegado Joelberth Nunes, nesta fase da investigação, a perícia nas fornalhas é necessária para esclarecer as versões contraditórias dadas pelo suspeito sobre o desaparecimento de Míria. "Mesmo diante de inúmeros indícios de autoria, ele insiste em negar qualquer envolvimento no desaparecimento da vítima”, contou. Em um dos depoimentos, o suspeito teria tentado afastar a suspeita de que brigou com Míria no dia do crime, alegando que a briga teria acontecido entre a vítima e uma funcionária da casa onde moravam. Ao ser ouvida, essa funcionária "negou veementemente qualquer desentendimento com Míria, afirmando que, durante todo o período em que trabalhou na casa, jamais teve qualquer tipo de conflito com a vítima”, informou o delegado Antonione. LEIA TAMBÉM Ex-companheiro é preso suspeito de matar jovem que está desaparecida há mais de um ano Suspeito de espancar namorada escreveu em grupo 'que não estava acontecendo nada' após ela pedir ajuda, diz delegado Explosão em caldeira de laticínio deixa mulher ferida, derruba parte de telhado e danifica caminhonete Histórico de violência De acordo com a investigação, meses antes do desaparecimento o suspeito teria empurrado Míria de um veículo em movimento. O homem teria feito a mesma coisa com outra ex-companheira em uma cidade da região do Bico do Papagaio. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o suspeito possui registros de crimes cometidos com extrema violência física e psicológica contra pelo menos outras duas ex-companheiras. Uma delas afirmou ter sido torturada pelo investigado. A informação foi divulgada durante a Operação Déjà-vu. “Míria, portanto, teria sido a terceira vítima do investigado. O nome da operação remete à repetição de atos violentos e a uma constante vivência de terror por parte das vítimas do investigado, evidenciando um padrão de violência de gênero que se perpetua ao longo do tempo contra diversas mulheres com quem o investigado se relacionou”, informou a SSP na época de sua prisão. Viaturas da Polícia Civil durante perícia em cerâmica Divulgação/PCTO Versões do desaparecimento De acordo com a Polícia Civil, o homem convivia com Míria em união estável. Inicialmente, ele relatou que no dia 18 de agosto de 2023 Míria teria deixado a casa onde moravam e não entrou em contato desde então. Segundo o suspeito, na ocasião, ela teria tido um surto psicótico, agredido uma funcionária e saído sem dizer para onde iria. Também afirmou que, antes de partir, a mulher teria deixado a filha e um documento de modificação da guarda da criança que tinha menos de dois anos de idade. Mas essa versão sofreu diversas contradições ao longo da investigação. O relato do investigado foi contestado pela mãe de Míria, que registrou boletim de ocorrência relatando o desaparecimento da filha. Ela contou que Míria não havia sido mais vista ou contatada por familiares desde o dia 21 de agosto de 2023, quando sua última atividade nas redes sociais foi registrada. Conforme a polícia, em entrevistas, o suspeito também teria fornecido versões contraditórias sobre o destino de Míria, incluindo alegações de que ela teria ido para Goiânia com outro homem, mas sem fornecer detalhes concretos. A investigação segue em andamento, enquanto as autoridades tentam esclarecer completamente o desaparecimento e a suposta morte de Míria, cujo corpo não foi localizado. Conforme a SSP, há diligências em andamento com o objetivo de aprofundar os fatos e elucidar o crime. O suspeito continua preso preventivamente, aguardando a conclusão do inquérito e da instrução processual penal. Informações que possam contribuir com a elucidação do caso podem ser repassadas de forma anônima pelos canais oficiais da Polícia Civil do Tocantins, incluindo o Whatsapp  (63) 3464-1418. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

FONTE: https://g1.globo.com/to/tocantins/noticia/2025/04/04/policia-faz-buscas-apos-receber-informacoes-de-que-homem-jogou-corpo-de-mulher-desaparecida-em-fornalha-de-ceramica.ghtml


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