Justiça condena administradora de shopping e construtora a retomarem obras de prédio de alto padrão abandonado em Votorantim
30/08/2025
(Foto: Reprodução) Buraco em terreno na zona sul de Sorocaba demonstra que obras estão paralisadas
William Silva/TV TEM/Arquivo
A Justiça condenou a construtora CRB e a administradora do Shopping Iguatemi de Votorantim (SP), a CSC 41 Participações Ltda., a retomarem a obra de construção do prédio de alto padrão que havia sido abandonada, localizado no limite com Sorocaba (SP). A administração do shopping disse que irá recorrer da decisão.
A decisão atende parcialmente o pedido feito pelos clientes que compraram apartamentos no prédio Brickell, que oferecia unidades de até 278 metros quadrados.
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Diversos compradores se uniram para acionar a Justiça, já que muitos pagaram o valor integral previsto para as unidades, seja para morar ou investir.
As empresas têm 30 dias úteis para contratar uma nova construtora para assumir a obra. Depois que o contrato for assinado, terão mais 30 dias para que a construção seja retomada.
O prazo de entrega da torre era novembro de 2024. No entanto, conforme exibido pela TV TEM em fevereiro de 2023, as obras já estavam paradas.
Em março do ano passado, a Justiça emitiu uma decisão determinando a continuidade das obras, sem prejuízos para os clientes. Ainda assim, as obras não foram retomadas.
Em nota à TV TEM, a administração do shopping disse que também foi vítima das práticas da incorporadora e informou que irá recorrer da decisão.
A companhia também disse que não tem qualquer envolvimento no empreendimento e que não participa de sua gestão, tampouco das vendas das unidades, da administração financeira ou de qualquer outro aspecto relacionado ao prédio.
Até a publicação desta reportagem, a construtora CRB não havia se manifestado.
Investigação do Gaeco
Obras de torres de empreendimento na zona sul de Sorocaba estão paralisadas
Marcel Scinocca/g1
O Gaeco investigou um grupo econômico de Sorocaba após a demora e até o abandono de empreendimentos imobiliários na cidade. Esse grupo é formado por empresas que seriam ligadas à CRB Construtora, responsável pelas obras.
O número de prejudicados pode chegar a mil pessoas. O valor total envolvido nos empreendimentos e que pode não estar em caixa tem estimativa de R$ 500 milhões.
Em fevereiro de 2023, a empresa CRB informou que trabalhava para a retomada das obras, suspensas por causa da "explosão de custos" no setor.
Agora, ninguém da CRB foi encontrado para comentar a questão.
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